quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Inauguraçao do novo Terminal Rodoviário leca CG para o futuro

No início dos anos 70, me lembro como se fosse hoje, os ônibus de transporte de passageiros partiam da frente do Hotel Gaspar, perto da Estação Ferroviária.

Naquela época Campo Grande contava com mais ou menos 135 mil habitantes e era muito natural usar esta espécie de Rodoviária improvisada.

Mas, a cidade progredia e aumentava a necessidade de um local para adequado para embarque e desembarque de passageiros.

Foi nessa época que o empreendedor imobiliário Heitor Laburu resolveu investir na construção de uma Estação Rodoviária, certo das enormes possibilidades de crescimento da cidade.

Em 1974, foi inaugurada a Estação Rodoviária Heitor Eduardo Laburu, um edifício arrojado para a época.

O empreendimento de aproximadamente 30 mil metros quadrados abrigava vários serviços, lojas e cinemas, tendo sido, inclusive, sede da Prefeitura Municipal por alguns anos.

Com a implantação do Estado de Mato Grosso do Sul, em 1979, e a expansão urbana de Campo Grande, a Estação Rodoviária foi se deteriorando - não fora planejada para se adaptar a uma demanda tão alta.

A localização central, distante das grandes vias de acesso, obrigava os ônibus do transporte interestadual e intermunicipal a se deslocarem pelas vias centrais, gerando transtornos para o trânsito.

Em meados de 1983, a gestão do então prefeito Lúdio Coelho providenciou o primeiro estudo para a localização de uma nova rodoviária, Naquela ocasião, uma opção analisada foi uma área ao lado do Parque de Exposições Laucídio Coelho.

Na administração seguinte, a preocupação continuou viva.
Na gestão do prefeito Juvêncio César da Fonseca noticiou-se planos de erguer uma nova estação rodoviária nas saídas para Três Lagoas, no acesso ao Parque dosa Poderes.

A Capital crescia e a pressão por uma nova Rodoviária aumentava no mesmo ritmo.

O governador Pedro Pedrossian planejou e iniciou uma obra, localizada em um terreno na Vila Cabreúva, nas margens da Avenida Ernesto Geisel.

Houve muita polêmica a cerca da adequação do local, sobretudo por questões ambientais, e a obra acabou sendo paralisada.

O problema persistia e a Rodoviária continuava sendo um ponto fraco a depor contra a imagem urbana e turística de Campo Grande.

No Governo estadual passado, a imprensa voltou a registrar esforços no sentido de aquisição de uma área para a construção da nova estação rodoviária de Campo Grande. Mas ficou só nisso - nada aconteceu.

Em 2007, para evitar prejuízos ao patrimônio público, o governador André Puccinelli doou, através de lei, para a Prefeitura Municipal a obra inacabada do que seria o Terminal Rodoviário de Campo Grande.

E, nós assumimos compromisso de executar a Rodoviária até 2011

Hoje, com mais de um ano de antecedência, honramos o compromisso com o governador e com o povo da nossa terra.

A estrutura abandonada na Cabreúva, é bom que se diga, está com os dias contados.

Naquele local, a Prefeitura vai construir o Centro Municipal de Belas Artes, espaço que terá teatro para 435 lugares, auditório, restaurante, alojamentos, enfim, será um espaço vivo, onde as pessoas vão se encontrar e conviver com a cultura e as artes.

Foi uma solução que faz Campo Grande ganhar duas grandes obras, ao invés de uma: um Terminal Rodoviário moderno e um grande espaço para lazer e cultura.

Hoje, 7 de outubro de 2009, nós estamos aqui, diante do novo Terminal Rodoviário de Campo Grande, Capital do Estado de Mato Grosso do Sul.

Ele está estrategicamente localizado em relação a demanda interestadual e intermunicipal, ao lado da mais importante saída da cidade – a BR 163, podendo ser acessado pelo anel rodoviário e pelas avenidas do Complexo Bandeira.

Os detalhes do projeto já foram destacados pelo Cerimonial, mas eu gostaria de chamar a atenção para o cuidado ambiental – temos aqui ao lado uma ampla área de mata nativa de 9 mil metros quadrados, que insere o Terminal dentro do nosso compromisso com uma Capital ambientalmente saudável.

Outro aspecto que vale a pena ressaltar é a possibilidade de expansão das plataformas para o lado sul, sem prejuízo da mata.

É uma obra moderna e funcional, projetada pelos arquitetos prata da casa Zuleide Higa e Marcelo Silva.

Este prédio leva o nome de um homem a quem nossa geração muito deve. Trata-se do senador Antônio Mendes Canale, um dos maiores nomes da política de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Duas vezes deputado federal, prefeito de Campo Grande e senador da República, Antônio Mendes Canale conquistou lugar de respeito na nossa história, principalmente pela defesa da criação de Mato Grosso do Sul.

O Terminal Rodoviário Senador Antônio Mendes Canale garante conforto, segurança e comodidade para o embarque e desembarque de aproximadamente 180 mil passageiros que utilizarão mensalmente este lugar para ir e vir.

Em média, 6 mil pessoas passarão diariamente pelo Terminal Rodoviário de Campo Grande.

Dois terços destes passageiros se dirigem ou vêm de cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Daí a importância estadual desta obra, ponto de conexão e de aproximação entre a Capital e os demais municípios do interior.

Um terço do movimento do Terminal é feito nas linhas interestaduais e internacionais, por onde chegam turistas e visitantes. Desembarcando nas nossas novas plataformas, essas pessoas terão uma melhor primeira impressão de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul.

Minha gente!

Este Terminal faz parte de um grande projeto de modernização que prepara Campo Grande para o futuro.

Alinham-se a ele os parques dos córregos Imbirussu. Segredo, Lagoa e Cabaça, mais o Parque da Imigração Japonesa.

Integram as ações as obras de urbanização da antiga faixa de servidão dos trilhos, composta pela Via Morena e pelas Orlas Morena e Ferroviária.

Estamos discutindo com a sociedade o Plano de Revitalização do centro, que vai definir melhores usos para as áreas centrais, inclusive apontar a estratégia e a melhor destinação da Rodoviária Heitor Laburu que será desativada ainda este ano, quando este novo Terminal entrar em operação.

Campo Grande preparada para o futuro inclui um amplo projeto de mobilidade urbana, com corredores exclusivos para ônibus e 120 km de ciclovias, torna Campo Grande uma cidade mais acessível - fácil para se deslocar com rapidez.

Na área cultural, o destaque é para o Centro municipal de Belas Artes, que já mencionei antes, e para o Observatório e Museu Interativo do Pantanal.

Outro grande projeto para a Capital que beneficia todo o Estado foi anunciado na semana passada pelo governador André Puccinelli; dentro das ações do MS FORTE, o Governo vai construir aqui o Aquário do Pantanal, um empreendimento que:

• Incrementa o turismo, gera empregos e renda.

• cria mais uma opção de lazer e entretenimento para a população.

• promove a Educação Ambiental;

• e contribui para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão universitária voltadas para a conservação do patrimônio natural do Pantanal e dos ambientes aquáticos do Estado.

Nós temos motivos para comemorar!

Este Terminal Rodoviário é mais um marco que demonstra que a nossa capacidade de sonhar pode ser semelhante a nossa capacidade de fazer.

Vale a pena sonhar, porque sonhar é uma forma de planejar o futuro, de nos impulsionar para a frente em direção a novas e melhores oportunidades.

Vamos continuar juntos, caminhando, trabalhando, evoluindo sempre rumo a um tempo de progresso, de bem-estar e de paz.

Esta inauguração é mais uma certeza de que DEUS QUER, O HOMEM SONHA E A OBRA NASCE.

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